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Lauren-Bon
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Eugenio Recuenco
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Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos tranportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes.
Alexandre O'Neill
(1924-1986)
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2 comentários:
O Eugenio iria, irá, gostar de alguns versos deste poema.
São quase setas a caminho de um alvo.
Por acaso, para mim também.
E, assim, se resume numa fotografia a alma intima(julgada tradicional) de Espanha:
Isabel, a Católica, entre um certo fascínio e a mais cruel ironia:a prisão entre trincheiras.
Conheces a série (balética e cénica) sobre a Inquisição?
Conta lá ! ...
:-)
(achei......... ligação entre os versos e o Recuenco :-)
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