domingo, 26 de junho de 2011

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« (...)   Os dias são como anjos vestidos de azul e ouro,
pairando impassíveis sôbre o campo da morte.
Todos sabemos que perderemos a guerra.
Não se fala muito nisso. Recuamos;
depois desta grande ofensiva, não poderemos atacar ;
já não temos soldados nem munições.
Todavia, a luta continua, continua-se a morrer...
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Verão de 1918... Nunca, a vida, na sua miserável
encarnação, nos pareceu tão desejável como agora:
papoulas vermelhas dos prados dos nossos acampa-
mentos de repouso, brilhantes insectos sôbre tufos
de ervas, tardes quentes nos quartos frescos e na
penumbra; árvores negras e misteriosas ao crepús-
culo, estrêlas e águas correntes, sonhos e longos
sonos, ó vida, vida, vida!... (...) »
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- Nada de novo na frente ocidental -
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(Erich Maria Remarque)
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