(Edward Hopper, “Morning Sun”)
«(...)Assim vivera no palácio, em silêncio, durante setenta e cinco anos. Sorria sempre. O seu nome voava através dos quartos, como se os habitantes do palácio se avisassem uns aos outros. Diziam: «Nini!». Como se dissessem: «É curioso, no mundo existem outras coisas além do egoísmo, da paixão e da vaidade, Nini...» E porque estava presente em toda a parte onde era precisa, nunca a viam. E porque estava sempre bem disposta, nunca lhe perguntavam como podia ela estar alegre, quando o homem que amava a deixara e a criança, para quem o seu leite brotara, tinha morrido.(...)»
(Sándor Márai,
"AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM")

Sem comentários:
Enviar um comentário