sexta-feira, 31 de agosto de 2012

6 - joujou













(Edward Hopper, “Morning Sun”)
















 
 
 
 
 
 
«(...)Assim vivera no palácio, em silêncio, durante setenta e cinco anos. Sorria sempre. O seu nome voava através dos quartos, como se os habitantes do palácio se avisassem uns aos outros. Diziam: «Nini!». Como se dissessem: «É curioso, no mundo existem outras coisas além do egoísmo, da paixão e da vaidade, Nini...» E porque estava presente em toda a parte onde era precisa, nunca a viam. E porque estava sempre bem disposta, nunca lhe perguntavam como podia ela estar alegre, quando o homem que amava a deixara e a criança, para quem o seu leite brotara, tinha morrido.(...)»
 
 

(Sándor Márai,
 
"AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM")

 
 
 
 







 
 














 
 







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