sábado, 2 de julho de 2011

identidade ...

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« (...) estava um dia com ele junto do mar: jantaram fora, numa esplanada assoalhada em cima da água, conserva uma recordação de brancura daquilo tudo; as tábuas do soalho, as mesas, as cadeiras , as toalhas, tudo era branco, os candieiros eram pintados de branco e as lâmpadas irradiavam uma luz branca contra o céu estival que ainda não se fizera escuro, e até a lua também ela branca, esbranquiçava tudo à volta.
E, naquele banho de branco, sentiu uma insustentável nostalgia de Jean-Marc.
Nostalgia? 
Como poderia ela sentir nostálgia se ele estava à sua frente?
Como se pode sofrer pela ausência de quem está presente ? (...) »
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- A Identidade -
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(Milan Kindera)
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