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« Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas.
Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça…
Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau… »
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"O rapaz de olhos azuis "
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(Joanne Harris)
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2 comentários:
Assim... depois de ter andado a ler os diários secretos de Thomas Mann (que herdei de uma velha e grande senhora inglesa que vivia num sotão em Barcelona), de ter percebido as máscaras da Morte em Veneza e de Mário e o Mágico, p.ex,
percebo mais da dádiva, da ternura e da Arte dos grandes amores não revelados.
Ou dos "musos" e das musas que vivem nos subterrãneos dos actos da alma.
Se já não vier aqui antes de Janeiro, tem um Natal e um Ano Novo o mais perto possível daquilo que desejares.
Para ti e para as pessoas que considerares tuas, claro.
:-))
bjs e bom Natal...........
(levas contigo um véu de tule bordado com azevinho ou anjos?...)
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