quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

audi caelum ...

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O adormecer final seria bom ... ao som das Variações Goldberg...
ao som das últimas  variações e ária.
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Mas  em cravo........
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(Pierre Hantaï... )

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Hoje ouvi Andras Schiff...
Mas, em piano.......................
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e... apeteceu-me voltar ao cravo do P. Hantai...
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... e ... adormecer..
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2 comentários:

Maria Trindade Goes disse...

Por acaso, ainda ontem as ouvi.

As variações, e não só estas de Bach, têm uma ligação quase filosófica à dança: as variações do corpo enquanto movimento a partir de uma determinada estrutura.

E também tem a ver com muita subjectividade: da forma como são interpretadas, tocando ou dançando, quase se pode adivinhar a alma do executante.

Este palavreado é só para dizer que, para mim, são uma obra maior.

Com elas e com as suites, também me apetece adormecer. Ou fugir para uma plenitude que não toca nenhum chão sujo.
Têm uma transcendência superior na (aparente) simplicidade.
São inesgotáveis.

E também prefiro em cravo. Além de ser o formato original, tem uma "frescura" delicada, quase feminina, que só o cravo pode dar, embora o piano abra outras portas.
Depende do estado de espírito. Como tudo.

frioleiras disse...

e concordo... e concordo com a frescura do cravo porque foi para ele que foram compostas ... para se adormecer sob o seu som , no rendilhado desta obra magnífica, duma das mais magníficas de Bach ... (o «meu» magnífico..).

como desejaria q o meu último sono fosse embalado por estes acordes............

fantasias de histórias da carochinha ...