« (...) Condenado a agradar,
eu atribuía-me graças que feneciam no mesmo instante;
arrastava por toda a parte a minha falsa bonomia, a minha ociosa importância, à espreita de uma nova oportunidade;
julgava agarrá-la, lançava-me numa atitude e nela reencontrava a inconsistência a que desejava fugir.
Meu avô dormitava, envolto na manta; (...) »
"As Palavras"
(Jean-Paul Sartre)
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