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« Ludwig: - Não há coisa mais bela e fascinante do que a noite. Dizem que o culto da noite, da Lua, é um culto materno; e o do Sol, do dia, um mito viril, portanto, paterno. No entanto, o mistério e a grandiosidade da noite sempre foram, para mim, o ilimitado e sublime reino dos heróis e, portanto, também aquele da razão.
Pobre Dr. Gudden, obrigado a estudar-me de manhã à noite, da noite à manhã. Mas eu sou um enigma. E quero permanecer um enigma para sempre. Para os outros, e também para mim mesmo.»
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(Texto e fotogramas de Ludwig, de Luchino Visconti, 1972)
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1 comentário:
Cá para mim o Visconti é um verdadeiro compêndio de beleza.
Com uma estética, que abarcando tantos padrões, passa muito além do simplesmente datado.
Por várias razões, vi a versão integral deste filme várias vezes, algumas naqueles cinemas que estão abertos vinte e quatro horas. Cheiram a refúgio, a interesse, a insónia.
Lendo o "Ich", esta personagem torna-se quase premonitória em relação ao que viria a ser Helmut Berger: uma alma meia perdida orientada pela loucura, uma beleza que se castiga até à fealdade e à decadência.
Enfim,se a História fôr verdadeiramente isenta de ideologias e interesses, algum dia explicará as verdadeiras causas. Tanto num caso como no outro.
E talvez os juízes comprometidos fiquem com dores na consciência.
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