sexta-feira, 7 de outubro de 2011

lantejoulas

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«(...) Tu escreveste à menina de Castro e ela devolveu-te a carta - disse-lhe o amigo, sem o deixar concluir a exposição do problema. - Não o negues. Isso não tem nada de especial! Nem o facto de tu lhe escreveres, nem o facto de ela não aceitar a epístola. Então querias que Carmen te dissesse logo que sim? Em Santiago não há nenhuma rapariga que o faça. São coisas do costume ... e da sedução. A primeira carta devolve-se, sem abrir, ainda que haja muitas que as abrem ao vapor da panela e as tornam a fechar depois. Deixa ver a tua...
Está intacta. (...) »
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A Casa da Rua de Troia
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(Pérez Lugin)
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(Richard Ross ,
large dining-room)
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1 comentário:

Lizzie disse...

No séc. XVIII, era protocolar e sedutor, deixar cair uma lágrima, sobre a tinta da missiva.

Devolvia-se sem mais e a mancha servia de resposta, de encorajamento.

Em situação de paixão, já não se conseguia ler nada: era o pranto de quem não se contém nem em si manda.