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« Mas o que existe em comum a todos os traços e cores que encontramos nestes trabalhos é a mesma autenticidade e ausência de convenções, aspectos que só aparecem quando a mão inscrita no corpo se dá à experiência de cada descoberta. É que esta autenticidade que se procura em cada gesto está, primeiramente, no gesto de quem a procura.
Júlio Resende pega no lápis ou no pincel com os seus olhos grandes de criança. É o gesto espontâneo que busca o primeiro traço, o ainda nunca feito ou as soluções ainda não encontradas, as terras ainda não visitadas, as cidades ainda por nascer, mas que tomam lentamente forma na utopia da imaginação. Este mesmo olhar originário aparece, também, num outro mestre - Alberto Caeiro:
Vale mais a pena ver uma cousa pela primeira vez, que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E
nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
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(Rosa Alice Branco)
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